O ciclo de vida das roupas. Como elas “crescem” ?

As roupas têm vida! E a vida é um ciclo…

Semana passada falei sobre o início do ciclo de vida das roupas, fazendo uma comparação entre aquele sistema: nasce, cresce, reproduz e morre. Então, falei sobre como elas nascem. Agora, vamos pensar sobre como elas crescem…

Para isso, vou falar de Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, julho 1937 – março 1980), artista plástico, pintor, escultor e performático. Ele redefiniu o papel do espectador, que passou à posição de participador de suas obras, aberto a um novo comportamento que o conduzisse ao “exercício experimental da liberdade”. Na década de 60, Hélio chamou muita atenção com uma de suas obras, o Parangolé, que era formado por “grandes capas de vestir”. Helio dizia: “a obra só existe plenamente quando da participação corporal.” E ainda sobre o objetivo de sua arte: “dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para ser participante na atividade criadora”.

Isso na década de 60.  Muito contemporâneo, não acha?

helio oiticica parangole

E o que isso tem a ver com nosso tema?

As roupas só ganham vida quando você a veste! Elas só crescem de verdade quando você passa a usá-la!

Neste caso, o artista é o estilista ou costureiro que confeccionou a peça. E o espectador é você, que passa a ser participante na “atividade criadora” quando decide levar a peça para o seu guarda-roupas.

Inclusive, a decisão de comprar ou não baseada no histórico da loja/marca, faz de você copartipante e corresponsável no processo!!!

Roupa que se compra e não se usa, não cresce! Não tem vida!

Na minha opinião, as roupas crescem quando:

– São compradas com consciência, não por impulso, mas baseado num desejo que faça sentido prático na vida de quem as usará;

never use it

– Tem os três elementos-chave da consultoria: combina com sua personalidade/estilo de vida/desejos, tem as cores que te favorecem (a gente descobre isso na análise de coloração pessoal, me chama que eu faço!) e que tem o melhor caimento para o seu tipo físico;

– São usadas de acordo com a fórmula 3×1 para um guarda-roupas mais versátil. Falei sobre isso neste post aqui;

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– São tão incríveis a ponto de usarmos não uma, mas centenas de vezes. Roupa comprada pra ser usada uma só vez não faz o dinheiro que você pagou por ela valer a pena;

São bem conservadas. É obrigatório que as peças venham com etiqueta (aquela que muitas vezes arrancamos fora!). É ela que contém as informações como tipo de tecido e melhor jeito de lavar e secar a roupa. É importante cuidar das peças, o seu bolso e o meio ambiente agradecem. Roupa que dura mais = menos impacto na sua conta bancária e na natureza;

etiquetas-roupas

– Combinadas com acessórios como colares, broches, lenços, coletes, cintos, sapatos, fazem looks completamente diferentes;

Não ficam escondidas num canto sombrio do armário, mas são dispostas de forma que possa ser vista quando você for escolher o que vestir. Roupa escondida = roupa não usada;

– Fazem você se sentir bem à vontade e linda(o), do jeitinho que você quer. Todos os dias são feitos para serem vividos em sua plenitude! Então não espere o final de semana pra mostrar quem você é. Estilo = coerência no vestir.

new day

Tem mais alguma sugestão de como fazer as roupas “crescerem” no nosso armário?

Compartilha aqui!

Semana que vem, falaremos sobre como as roupas podem se reproduzir por aí…

Um beijo

Lari

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